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O NOVO REI E A MAÇONARIA
02/05/2022

A nossa Sublime Instituição, ao longo dos tempos, foi sofrendo muitas influências, produzindo alterações conjunturais.

Hoje nesta pós pandemia, durante a qual ficamos vivendo um tempo com reuniões virtuais, convivendo com a tecnologia mais avançada, foi suscitado um novo rei que se tornou soberano, reinando em todo o planeta de forma absoluta e total, sem contestação de ninguém – tanto que todos se dirigem a ele, de forma submissa, reverente, abaixando a cabeça e permitindo seu domínio completo: o celular.

Seu predomínio é tão grande que quando, eventualmente se perde, instala-se o pânico.

A vida de todos ficou dependente desse instrumento tão dominador e tão útil, ao mesmo tempo, que cabe na palma da mão. A submissão é tão grande que o diálogo entre as pessoas foi eliminado de forma quase total. Todos deixam de participar de acontecimentos presentes para filmá-los e depois mostrá-los como um troféu.

Essa distorção ocorre pelo uso inadequado, pois o aparelho galvanizou de tal forma a atenção das pessoas – que não percebem essa dominação – que gerou uma dependência enorme, e acabou causando um dos males do século: a ansiedade. A ansiedade em aparecer, em demonstrar protagonismo, uma vontade imensa de ser importante.

Antigamente, a ansiedade agia de forma natural, como reação a um perigo e com a adrenalina gerada proporcionava a ação de defesa. Mas, hoje, com as consequências da vida moderna, muito agitada, o uso indiscriminado do celular provoca manifestação e frequência aceleradas.

E essa distorção chegou à nossa Ordem.

Antes de ingressarmos ao Templo, todos conhecemos a exortação que o Mestre de Cerimônias faz: “...deixemos para trás os pensamentos comuns, os dissabores, as angustias, os problemas do cotidiano, enfim, deixemos aqui os pensamentos profanos...”

Quando ali adentrarmos, local sagrado, onde circula a energia divina com a invocação do Grande Arquiteto do Universo, a presença dos Irmãos da Ordem Maior e do Oriente Eterno, devemos conscientizar-nos da necessidade imperiosa de harmonizar-nos com esse ambiente.

Mas hoje isso raramente acontece. Porque os Irmãos não se separam dos seus celulares e frequentemente os acionam – não adianta desligá-los –, introduzindo assim uma energia que profana aquele recinto sagrado. Não estou sendo dramático. Estou observando o que acontece e o que implica em carrear para dentro “os dissabores, as angustias, os problemas do cotidiano...”

Já observei altas autoridades acionando o “rei”, dentro do Templo, abaixando a cabeça para tentar esconder o que se está fazendo.

É tempo de agirmos com sinceridade e consciência para coibir essa profanação. Para que isso aconteça, sugiro que nossas autoridades determinem que os celulares sejam deixados na sala dos passos perdidos. Porque embora também por orientação, os celulares sejam desligados é cada vez mais comum observar-se Irmãos utilizando o celular dentro dos Templos. E esse ato, acaba profanando o recinto porque se transporta para dentro as energias de fora.

Pelo andar da carruagem, contudo, não temos como dispensar o uso do celular. É um equipamento criado para facilitar a comunicação moderna, sempre tão rápida e exigente. A saída é aprender a utilizá-lo de forma adequada e coerente, sem nos submeter ao que os outros pensam e procurar vencer a ansiedade de querer mostrar o que, na realidade, não somos. Ou seja, temos que agir com consciência.

Heitor Rodrigues Freire – Grão-Mestre “Ad Vitam” GLEMS

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Emitido em 28/05/2022 19:51